O futebol inglês é fantástico, digo a Premier League. Jogos fantásticos com estádios cheios e torcedores fieis dos pequenos, médios e grandes. Organizado, rico e bem sucedido. Acompanho sempre que posso e gosto muito do West Ham por alguns motivos antigos (Steve Harris e um brother que mora lá no bairro estão entre eles).
Porém, estou começando a achar que a Premier League está virando uma grande lavanderia de dinheiro sujo de empresários de outros países, Além do Chelsea e seu dono no mínimo desconfiável, existem outras equipes sendo compradas por empresários e xeiques árabes. As transações dos jogadores são muito esquisitas e os valores também.
Ainda não me convenci que o clube ter um dono seja a melhor forma de sucesso ou de sair de um buraco. Sei lá, não me imagino torcenco por um time com um dono. Já pensou, o São Paulo ser comprado pelo Eike Batista, por exemplo? - Não daria para torcer, nem conheço o cara !
Acho que a Premier League virou uma grande lavanderia de dinheiro. Ou será que eles realmente encontraram a fórmula certa para lucrar com o esporte mais popular do mundo ?
Há 15 anos atrás em uma tarde fria e com garoa, no meio de semana normal, eu e minha futura e atual esposa fomos ao Morumbi assistir a um jogo do São Paulo na Libertadores. Lembro do sufoco de entrar e sair do estádio, que pensávamos estaria vazio.
Tenho me incomodado há muito tempo com o tipo de evangelho, se é que podemos chamar de evangelho, que vem sendo pregado por algumas igrejas neo-pentecostais. Um evangelho baseado em bens materiais e conquistas, muitas delas com meios esquisitos, mas mostradas como providência divina.
Pois na última semana vi um vídeo da esposa do Kaká, agora pastora (não sei onde ela estudou ou se preparou para ser pastora) e ao lado da pouca processada e ex-presidiária Sonia Hernandes, dizendo que em meio a crise mundial, Deus colocou o dinheiro do mundo nas mãos do Real Madrid para contratar o Kaká !!! - Isso mesmo, ela falou isso. Tem vídeos circulando pela internet e eu vi e ouvi isso. Um absurdo. Uma vergonha.
Em meio a crise, pessoas desempregadas, pessoas morrendo de fome, guerras, Sarney, gripe suína, pessoas com problemas emocionais e financeiros, a bonitinha usa um microfone para dizer que Deus, em meio a tudo isso, separou o dinheiro para ela e seu maridinho bonitinho porque eles são da Renascer. Deus tenha misericórdia dela, ela não sabe o quê fala. Ela nunca passou fome, ela deve ter sido criada como princesinha, ela morava em Milão e agora vao morar em Madrid, ela era burguesinha aqui no Brasil, ela não conhece Guaianazes, Capão, Brasilândia e Pirituba. Ela é uma bonequinha sem conhecimento da vida usada por dois pilantras devedores, falsários e mentirosos que são donos de uma igreja.
Fiquei revoltado mesmo, talvez tenha exagerado no texto, mas acho inadmissível uma pessoa que tem tantos meios de passar uma mensagem ao mundo falar isso. E ela agora é pastora !?!
Enquanto as Igrejas Protestantes sérias oriundas da reforma tentam fazer um trabalho sério de evangelização e ajuda aos necessitados, tentam manter missionários no campo com muito custo, tentam alimentar e educar crianças pobres, tudo isso sem uma ajuda do governo e sem incentivo da mídia, a dondoquinha vai a público e diz que Deus separou o dinheiro do mundo para o Real Madrid !
Isso ai minha filha, é ignorância. Você nem sabe a história do Real Madrid, deveria pesquisar um pouquinho e ver que o time foi usado como propaganda política por Franco (sabe quem foi Franco?). Você nem sabe a origem dessa grana toda que o Real Madrid está usando para contratar o Kaká e o Cristiano Ronaldo, aliás dondoca, se Deus separou essa grana para comprar o Kaká, imagina o quê Ele teria feito para contratar o Cristiano Ronaldo?
Tenho a impressão de que a chegada do PT ao governo, de suas negociatas com os demais partidos, discursos e políticas populistas, além dos escândalos de corrupção, tem gerado no país uma cultura da lei de Gérson. Tenho a impressão que bancar o esperto, a velha e péssima mania do "os fins justificam os meios" e pegar atalhos para se dar bem tem crescido consideravelmente entre as pessoas.
Está cada vez mais difícil conversar com pessoas sinceras, que não tem medo de expor suas idéias e pensamentos, que não tem medo de bancar o certo e principalmente de não ser taxado de otário por ser honesto. Tá difícil. Os discursos populistas e o apoio de uma imprensa cada vez mais marron tem feito com que alienação generalizada se torne um praga quase que indestrutível. A estratégia populista e de pouca qualidade das TVs abertas contribui muito para isso. Experimente criticar algumas pessoas, artistas ou programas de TV como Madonna, Michael Jackson, BBB, etc, para voce ver? -
A grande novidade agora é que o presidente vai escrever em mais de 50 jornais país afora, terá um coluna semanal. Será um café com o presidente escrito. Não sei ainda quais foram os jornais que aderiram a idéia, mas podem ter certeza que poucos devem ter ousado dizer não com medo de perder as gordas verbas publicitárias das estatais Petrobras, Caixa Economica Federal e Banco do Brasil.
Os jornais, que entraram no período final de suas vidas, além de continuarem com um política ultrapassada, tentam dar seus últimos ataques de credibilidade. A verdade é que ninguém fez negociatas e acordos melhor que o PT na "história desse país". Já que credibilidade e independência não existem mais, não custa nada colaborar com o governo, mesmo que os inúmeros escândalos de corrupção dominem o país.
Acho um absurdo algum governante ou que faça parte do governo ter espaço em algum veículo de comunicação. Acho um absurdo que jornalistas que tentam ser imparciais e críticos percam espaço nos principais veículos do país (Olavo de Carvalho por exemplo) e o presidente que mal responde a questionamentos sobre o escândalo do presidente do senado ganhe espaço em quase todos os principais jornais do país.
Estamos vivendo uma época perigosa e que pode ter consequências terríveis no futuro. Estamos educando muito mal nossos filhos e dando péssimos exemplos para eles. Estamos deixando a falsidade, falta de respeito ao próximo e honestidade de lado em detrimento de "se dar bem na vida". Será que vale a pena? - Será que vale a pena ouvir, ver e ler mentiras maqueadas de verdade e sorrir para elas apenas para não ficar contra a maré? - Eu que sei o que é ser crítico e questionador. Mas jamais serei ovelhinha obrigado a concordar com tudo e todos para ser legal. Jamais. Isso é caráter. Admito meus erros e pago por eles se necessário, mas jamais vou ser ovelhinha de lobos devoradores de bom caráter e costumes.
Ouvi ontem a entrevista que o Muricy deu para uns repórteres de rádio no sábado. Poucas vezes, mas poucas vezes mesmo ouvi alguém tão transparente como ele foi, mesmo após a demissão.
Vejo muita semelhança entre meu modo de agir e do Muricy, de pensar também. Por exemplo, ele disse que não gostava de jantar com conselheiroe e diretores para fazer média, sabia que os caras que não gostavam do jeito que ele se vestia, falava e agia. Ou seja, o "mundo de Caras" dos arrogantes diretores são paulinos não tolerava alguém que vivia com simplicidade e transparênci, que falava as coisas na cara, sem medo, sem restrições.
Meu jeito de falar a verdade sempre sem rodeios choca. Minha autenticidade deixa as pessoas pasmas. Não gosto de fofoca e de papinho pelo msn não. Não gosto de puxar saco nem bajular ninguém, hoje em dia só almoço com pessoas que podem me agregar algo ou gerar um bom papo, não devo nada para ninguém. Sabe o que isso gera? - Restrições dos que vivem no "mundo de Caras", daqueles que se esforçam para manter uma imagem e por dentro sofrem porque sabem que não são aquilo que gostariam de ser.
A sociedade precisa de pessoas como Muricy, em todas áreas, principalmente na política. Pessoas que são o que são, pessoas transparentes, mas que realizam.
Minha esposa e minha filha de 12 anos me chamam de Muricy (sei que pela rabugice também). Pô, maior orgulho eu sinto. Autenticidade é para poucos.
Critiquei muito o Dunga, muito. Pelas convocações, pela maneira de jogar, pela postura, por achar que o cargo tinha que estar na mão de um técnico de ponta, etc. Ainda continuo achando algumas coisas, mas como trocar de técnico e não esperar um resultado final (na Copa do Mundo) não vale a pena, tenho que dar o braço a torcer pelo trabalho do técnico da Seleção.
O Brasil fez algumas grandes apresentações sob o comando dele, contra a Argentina na final da Copa América e em um amistoso em Londres, contra Portugal, contra algumas equipes menores e contra a Itália campeã do mundo duas vezes.
É difícil se adaptar a ver o Brasil marcando e jogando no contra-ataque, mas quando se tem Kaká, Robinho e Luis Fabiano comandando o contra-ataque fica muito mais prazeroso. Não posso me esquecer do Ramires que entrou jogando bem e parece um veterano na seleção, me lembrou muito o Cerezzo. Joga muito o Ramires. Nas laterais o time está muito bem com Maicon e André Santos. Nos meio Felipe Melo parece veterano e Gilberto Silva é o comandante, parece que ele dá uma serenidade ao time. Na zaga estamos tranquilos faz tempo e no gol o Julio Cesar vem se transformando no goleiro mais seguro que vi na Seleção até hoje, impressionante o fase do cara.
No ataque Kaká e Robinho jogam demais, sabem o que fazer com a bola e ambos não temem cara feia, vão para cima mesmo. E para finalizar as jogadas um expert : Luis Fabiano. Sou suspeito para falar dele. Foi o melhor centroavante do São Paulo pós Careca, pena não ter conquistado nenhum título de maior expressão (conquistou o Rio-São Paulo de 2001).
Os diretores e grande parte da torcida do São Paulo acham que só o título da Libertadores e do Mundial valem para o clube. Acham que é simples ganhar uma Libertadores, como se já tivéssemos vencido umas 10. Acham que depois de 3 anos e meio o técnico está desgastado e cansado, além de não apresentar inovações técnicas.
Demitir o Muricy foi um erro grosseiro da arrogante e prepotente diretoria do São Paulo. Erro tão grosseiro como as contratações de Carlos Alberto, Fabio Santos, Renato Silva, Junior Cesar e Washington. Contratações que só serviram para desestabilizar o grupo, ou a saída de Carlos Alberto e Fabio Santos e a volta do "antigo" grupo ao time não gerou a histórica reação rumo ao hexa em 2008? - Com ego de boleiro, ainda mais nos dias do "profissionalismo", não se mexe, se administra.
Eles queriam o quê, que o São Paulo dominasse e ganhasse todo ano? - Se esqueceram que o Brasil não é França, Espanha ou Inglaterra que 2 ou 3 times dividem os títulos? - Se esqueceram que no Brasil temos pelo menos 12 times gigantes e fortes e mais uns 6 grandes que oscilam, mas são fortes e grandes regionalmente e que, historicamente, os títulos se revezam?
O time passar por momento difícil, sem se acertar, jogar mal e ter alguns problemas no elenco é normal, principalmente após 3 títulos brasileiros seguidos. Ganhar Libertadores é difícil p/ caramba. Tem time grande com torcida de massa no Brasil que nunca ganhou, como é o caso de Corinthians e Atlético MG.
Eu critiquei muito o Muricy quando o time não estava jogando bem, não só este ano, mas no ano passado, retrasado e continuaria a criticar quando não houvesse bom futebol. Mas sempre elogiei a honestidade e transparência dele, quando o time se mostrava compacto, brigador, guerreiro e jogando bem, além do amor que demosntrava pelo São Paulo.
Se contentar com Ricardo Gomes será difícil. Ainda bem que o futebol já não me estimula ou faz sofrer como há 10 anos atrás. Hoje em dia eu gosto muito mais de futebol (bem jogado) do quê do São Paulo FC. Fanatismo é para tolos.
É com grande satisfação que cedo espaço para o Moacyr escrever no blog. Sempre admirei os textos dele no grupo de debate via e-mail que temos. Seja bem-vindo.
"Fulano não veste a camisa"
Grande parte das pichações morais ou demissões sumárias começa com essa frase sinistra, seja a camisa de uma empresa, de um time ou de um partido.
Mas se é lícito, decente e às vezes lucrativo trocar de emprego e ir trabalhar na concorrência, o hábito de virar casaca nunca foi tolerado entre torcedores e partidários políticos, e nada como futebol e política para despertar em nós os mais primitivos e baixos instintos, apelos nada sutis a que cometamos todos os pecados capitais, morais e figadais ao mesmo tempo.
Futebol é o primeiro esporte das massas e o PT é, inegavelmente, entre os demais partidos, o mais popular. Assim, acho correto dizer que o futebol está para o PT como os outros esportes estão para os demais partidos. Mas esta não seria a única semelhança.
Torcedores fanáticos se comportam como petistas radicais quando o assunto é futebol. Outros esportes não excitam esse lado obscuro da psicologia humana com igual intensidade, bem como os demais partidos não arrastam multidões, pois, se discrição não combina com torcida, muito menos com militância política. Ambas devem ser barulhentas, intransigentes e intimidatórias. Pode mais quem grita mais alto.
Times reúnem amigos, turmas, bandos, hordas, multidões que podem torcer, berrar, ameaçar e até matar em nome de sua devoção. Torcidas organizadas num estádio carregam bandeiras, faixas, flâmulas, bottons, gritam slogans e palavras de ordem com uma fúria e uma convicção somente comparáveis em presença e volume de decibéis a um comício-monstro do PT...
Mais ainda: torcedores fanáticos se comportam como piqueteiros em ação, e os cadernos esportivos e publicações especializadas estão para essa gente como os panfletos e boletins partidários estão para os grevistas. São os samizdat abertos da militância futebolística.
Mas é nas conversas reservadas que a semelhança entre fanáticos torcedores e petistas fica mais embaraçosa.
Cada pergunta espinhosa é respondida com outra de igual ou maior calibre; cada xeque-mate histórico é respondido com a indiferença dos vencedores, a despeito do rei caído; cada história real é confrontada com uma ou várias versões e tergiversações, como se algumas ou várias delas valessem um miserável fato. Se não for para ganhar a discussão, ao menos que seja para melá-la e transformar os argumentos em jogo numa pasta oleosa que em tudo lembra o "novo" mote esquerdo-petista quando pegos em flagrante delito: "somos todos iguais".
Nas discussões privadas entre amigos de times/partidos diferentes, a galhofa substitui a ofensa direta, o que evita sairem no braço e, quem sabe, num processo judicial. Só concordam em discordar e trocam sopapos lúdicos e dialéticos no sentido de se manterem no mesmo patamar de insanidade: brigam "por esporte", literalmente.
Porém, onde falta razão, abundam trapaças, e todos estão livres para sacanearem-se uns aos outros explicitando suas neuroses e preconceitos mais profundos disfarçados de saudáveis divergências, e suas piores opiniões a respeito do outro sob o manto do "espírito esportivo". Nada pessoal, fique claro!
Quando comparado com um esquerdista radical, vejo no torcedor fanático a mesma disposição férrea ao combate inútil, ainda que a peleja termine sempre, inevitavelmente, no velho couro-de-pica do embate esquerda x direita / Corinthians x Palmeiras. Do pontapé inicial ao apito final são as tripas de cada um narrando o jogo e fazendo o comício.
Torcer, afinal, é uma oportunidade de experimentar o convívio em bando, de não precisar responder por si mesmo. De pertencer a uma seita e poder contar com a sua proteção, igualzinho a um partido comunista. É o conforto desfrutado apenas por aqueles que se apoiam no poder do rebanho: em público, ele é anônimo; em particular, ele é coletivo. Mas o bom, o gostoso mesmo é justamente a condição assegurada de poder falar a besteira que quiser, que sempre terá o apoio incondicional de seus companheiros de camisa que, se for preciso, partem pro pau, ah, se partem!
Em nome de um grupo um fanático abre mão da ética, da moral e dos bons costumes, recebendo de bom grado em seu time do coração condenados que jamais teriam chance num emprego formal, desgarrados de merda que não seriam aceitos como genros, cunhados ou como meros colegas de boteco. Igualzinho ao PT.
Os radicais da bola ou do palanque desprezam a História e contradizem os fatos no instante mesmo em que eles ocorrem, com a maior cara de pau. Nem risadinha. Só uma fuga brutal da realidade - ainda que temporária - permite que a esperança sobreviva até o último minuto, mesmo com seu time perdendo de 5 a 0.
A diferença é que em um jogo de futebol não dá pra pedir recontagem de votos.
Por essas e outras, quando vejo uma mesa redonda futebolística me sinto presente em uma assembléia de jumentos.
Não quero parecer radical demais, porém, antes que eu me esqueça: se você concorda com o que leu aqui, você "é dos nossos". Se discorda, tire o cavalo da chuva, pois nunca vai jogar no meu time.
Esse dia eu jamais esquecerei. Eu, Joel e o Lan (meu irmão santista com boné da Independente loucão). Para resumir, 10h00 da manhã do dia seguinte estávamos tomando a saidera em um boteco na Vila Matilde.
Leonardo, ex São Paulo e Flamengo, assumiu como técnico do Milan e disse que seu objetivo é fazer o Milan jogar como o Brasil em 82. Achei sensacional a atitude dele, mas difícil de se concretizar.
Acho que se o Brasil tivesse vencido aquela copa o futebol de hoje seria diferente, mais cadenciado, menos corrido, privilegiaria mais a habilidade em detrimento da força e condicionamento físico. O Ronaldinho Gaúcho seria muito craque do que é e o Zidane teria sido muito craque do que foi.
Mas como disse no post do título do Barcelona, ainda é possível ganhar e jogar bem. O próprio Barça e a seleção espanhola tem mostrado ao mundo que é possível jogar com meias habilidosos, volante que sai para o jogo e dois caras que caem pelas pontas municiando o centroavante. O Brasil jogava assim. Tinha um meio de campo fantástico (o melhor que vi até hoje) com Falcão, Sócrates, Cerezzo e Zico, um cara que caia pela esquerda (Éder) e o Serginho Chulapa fixo como centroavante. Sócrates e Zico flutuavam na esquerda e direita, chegando no ataque como pouquíssimos até hoje. Zico aliás foi o melhor jogador de futebol que vi até hoje. Maradona era gênio, mas sua carreira foi instável demais e na minha opinião é preciso pesar a carreira no todo, dentro e fora do campo.
Hoje em dia os times tem medo de perder, se preocupam em demasia em não tomar gols. Os técnicos montam seus times para não sofrer gols e fazer no contra-ataque. O Barcelona mostrou ao mundo que a posse de bola com habilidade e inteligência ainda prevalece sobre condicionamento físico e defesas muito bem montadas, neste caso Chelsea e Manchester.
Os grandes times que vi jogar eram assim, mantinham a posse de bola e jogavam para ganhar, sabiam a hora de fazer o gol, controlar o jogo e se defender forte se necessário. Os times eram a Seleção Brasileira de 82, Flamengo de 80 a 83, São Paulo de 86, Corinthians 82/83, Palmeiras 89, São Paulo 91 a 93, Palmeiras 96, Corinthians 98/99, Santos 02, França 98 a 2000, Milan 89 a 91. Holanda 88 a 90 e mais alguns que não me recordo agora.
Enfim, a onda na Europa é jogar no 4-3-3 (4-5-1 com variação p/ 4-3-3 com dois meias caindo pelas pontas com a bola no pé) mas com meias e volantes que saem para o jogo, com habilidade. Tomara que essa moda pegue. Tomara que Leonardo consiga implantar sua idéia e sonho. Viva o futebol arte.
Na minha opinião o melhor piloto brasileiro pós-Senna é o Helio Castro Neves, ele e o Gil de Ferran. Dois caras rápidos e constantes. Não sou muito fan de ovais, mas gosto das 500 milhas pelo glamour, envolvimento (a prova dura 1 mês entre classificação, treinos, carburation day,etc). Se classificar entre os 30 que largam não é nada fácil, imagina ganhar.
O Hélio é impressionante, além de rápido é frio e constante, raciocina como poucos a corrida, vislumbra possibilidades antes e durante, principalmente uma prova longa como a 500 milhas de Indianápolis. Além do problema que passou recentamente quando correu um sério risco de ser preso devido a problemas no fisco do tio Sam (lá não tem jeitinho).
Abaixo o vídeo com resumo da prova e com locução gringa, até porque o Luciano do Valle narrando a Indy parecia velório.