Blog do Jeffman
   PATRIOTISMO SAZONAL

Hoje é 11 de junho. Neste dia se inicia a Copa do Mundo, objeto da nossa atenção, especialmente nos últimos meses, quando as notícias freqüentes na mídia, os comentários entre amigos e familiares e as cores pátrias decorando fachadas, automóveis e roupas se intensificam no nosso dia a dia, atingindo um clímax verde e amarelo no dia de estréia da nossa querida Seleção Canarinho, que nesta Copa será na próxima terça-feira, dia 15.

É uma bonita festa, empolgante e contagiante. Na Copa de 2006, lembro-me que no dia de estréia do Brasil, eu estava junto com a maioria dos paulistanos indo para algum lugar, a própria casa, a de parentes, um bar, um clube, para assistir a partida que em meia hora iria se iniciar. Estava na Avenida 23 de Maio e me impressionei,  não com o congestionamento esperado, mas com a expressão das pessoas, a quantidade de verde e amarelo nos carros, o clima de festa e ansiedade, algo verdadeiramente fora do normal, se comparado a outros eventos de significado nacional.

Sei que estou falando de futebol, algo que apaixona, que envolve, que traz uma sensação verdadeira de pertencimento. Desvestimos nossas camisas clubísticas para todos pertencermos a um mesmo exército, o exército nacional de torcedores e jogadores, com duas divisões, regimentos ou batalhões, uma de 11 soldados no front e outra de mais de 200 milhões na retaguarda, mandando energia e cobrando ação.

Independentemente dos resultados alcançados, o que me impressiona mais é o dia seguinte ao final da Copa. Para onde vão as bandeiras do Brasil, as faixas verdes e amarelas, para onde vão as manifestações patrióticas?

Claro que nunca esperei em “tempos de paz” a agitação, o frenesi do povo mobilizado para essa “guerra”, mas vivemos datas e temos motivos de recordação ou de comemoração, remotos e  até recentes que poderiam, ao menos, encetar uma parcela mínima desse apreço à nossa nacionalidade, passando eles, infelizmente, despercebidos, esquecidos diante da indiferença popular.

Nosso povo é um povo maravilhoso, pacífico, brioso, alegre, que fez Stefan Zeig considerar, quando aqui aportou fugindo dos horrores da Europa em guerra, nosso país um paraíso de paz, harmonia e esperança, pelo que lançou ele o  mote “Brasil – Um País do Futuro”. Não quero, portanto, tecer uma crítica ao nosso povo, mas quero convidar a todos a refletirem sobre o porquê de não festejarmos, com intensidades normais às ocasiões respectivas, outros eventos que nos deveriam encher de orgulho, motivação e afeição pelo Brasil.

7 de Setembro, por exemplo, nossa data magna. Seria ridículo compararmos o envolvimento popular com o dos jogos da Copa, pois nossa independência, nosso nascimento oficial como país autodeterminado é festejado em apenas alguns lugares específicos, por instituições tradicionais e oficiais em eventos também oficiais. Fora das arquibancadas dos desfiles pouco, ou quase nada, se vê de festa.

Nem vou aqui mencionar outras mazelas da nossa falta de identidade nacional e cuidado com valores e símbolos pátrios, como o esquecimento dos nossos verdadeiros heróis, o descuido com nosso patrimônio histórico e o criminoso, eu diria, desmonte da nossa verdadeira – e gloriosa – história.

Bem, mas hoje é 11 de junho, dia em que também comemoramos a vitória na Batalha Naval do Riachuelo, data magna da nossa Marinha, onde vencemos em 1865, sob o comando do almirante Barroso, uma força naval muito maior que a nossa. Nossos antepassados brasileiros escreveram uma página de glória nessa batalha, em defesa da pátria, que foi invadida pelos exércitos do expansionista Solano Lopes.

Aos nossos jogadores desejo toda a sorte e que recebam, quando em campo, mormente na ansiada partida da final do campeonato, que confio que a ela chegarão, toda uma energia  vinda de 145 anos passados, diretamente do seguinte comando, contido no quarto sinal içado na nau capitânia de Barroso, a fragata “Amazonas”, aos nossos Voluntários da Pátria:

-“SUSTENTAR O FOGO QUE A VITÓRIA É NOSSA.”!

Texto enviado por Laerte Zanetti.



Escrito por Jeff às 12h22
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   A FESTA AINDA NÃO ACABOU

A efeméride mais importante deste ano no futebol nacional está sendo o Centenário do Sport Club Corinthians Paulista. Um dos times mais tradicionais brasileiros, com a segunda maior torcida, ou a primeira, segundo algumas pesquisas, vários títulos importantes conquistados, o Timão comemora os seus 100 anos de existência em meio a uma grande frustração: a desclassificação, novamente, da Taça Libertadores da América.

Ainda trago alguns resquícios do que senti naquela noite, que não consegui dormir direito. Comparável à frustração dessa desclassificação, para mim, somente a ocorrida no Campeonato Paulista de 1974.

Lembro-me bem daquela tarde, no Morumbi. Estava eu com meu pai e meus dois irmãos nas cadeiras numeradas, entre corinthianos e palmeirenses, entusiasmado para ver finalmente o meu time campeão. Tinha 14 anos, nunca tinha ido a um estádio de futebol e nem visto o Timão ganhar um título paulista.

Na entrada do estádio, meu pai comprou para nós uma linda bandeira que continha o Gavião  símbolo da torcida com as asas abertas, nas quais se destacavam, inclusive com enfeites dourados, os três tricampeonatos conquistados no Campeonato Paulista e, abaixo, a frase: “Campeão Paulista de 1974 – 1.º Turno”.

Confiante, em dado momento do segundo tempo, tudo acabou. Pressentindo o perigo da jogada, abaixei a cabeça para não ver o ataque palestrino, tendo visto, no entanto, toda uma família vestida de verde pular, nas cadeiras em frente às nossas, comemorando o que seria o gol da vitória e do campeonato, para eles. Uma menina da família se virou e balançou sua bandeira bem no meu rosto. Cavalheiristicamente tentei sorrir e fingir indiferença, mas não devo ter sido convincente. Ao meu lado, um senhor corinthiano de Campinas olhou para mim com lágrimas nos olhos. Minutos depois, tudo acabou e assim ficou até 1977.

Neste ano do Centenário, entendo que em parte, ao menos, a frustração poderia ter sido menor. Sem querer criticar a justa intenção da nossa diretoria, de dar um presente importante para a torcida no ano do Centenário, me parece que o foco deveria ter sido outro, não as conquistas por se alcançar, mas sim as alcançadas nesses 100 anos de história.

Apesar de alguns livros, revistas e programas de televisão, documentários também, terem marcado os 100 anos de glórias do Timão, de fato, para a torcida, o foco foi direcionado para os campeonatos de 2010, potencializando as decepções, criando uma exagerada obrigação de vencer . Após perdermos o Paulista, menos sentido em função da esperança do título inédito sulamericano, perdemos, após uma boa campanha, a tão prometida Libertadores. Foi mal, muito mal.

Com isso, apagou-se o brilho, na festa do Centenário, da sua grande véspera, quando conquistamos dois títulos importantes em 2009 e vimos o ressurgimento do Fenômeno e a chegada de outros craques ao Timão.

Deveríamos ter focado a história, isso sim. Poderíamos ter convidado nossos grandes e principais rivais em São Paulo, o Palmeiras, o São Paulo e o Santos, para jogos comemorativos, quiçá um jogo do Timão contra uma seleção desses três times, vestindo o uniforme da Seleção Paulista ou, então, realizar um pequeno torneio, a Copa Centenário, por exemplo. Não foi contra esses times, entre outros, que fizemos a nossa história?

Até no carnaval a coisa poderia ser um pouco diferente, se fosse, por exemplo, formada uma ala na Gaviões da Fiel, composta por fantasias e integrantes dos outros times, participando todos da mesma festa. Em 2014, seria a vez de nós participarmos da festa do Palmeiras e assim por diante. Utopia? Delírio? Uma coisa muito “politicamente correta” ou uma evolução, justa e marcante, de comportamento? Ousada certamente, mas até comovente.

 Imaginem dirigentes das torcidas, escolas de samba e dos próprios clubes rivais recebendo um convite desses? Acredito que não o recusariam.

Faltou até, na minha opinião de colecionador inveterado,  um álbum de figurinhas dos grandes craques da nossa história, Luizinho, Rivelino, Ado, Sócrates, dos grandes técnicos, dos uniformes, homens e dados que poderiam compor uma galeria impressa como salvaguarda de uma constelação que eu, arrisco dizer, deve ser pouco conhecida da juventude fiel da nossa torcida.

Todos sabem da importância da nossa camisa em campo, do nosso nome, mas isso não se fez agora, mas justamente nesses 100 anos que comemoramos, por heróis que devem ser trazidos à luz, juntamente com os grandes fatos, memoráveis, dessa longa jornada.

A festa, porém, ainda não acabou e mais importante que o Brasileirão que no momento lideramos, de forma invicta, é fazermos justiça aos grandes homens que, vestindo a gloriosa – e linda – camisa alvinegra, construíram essa que é uma das maiores instituições do esporte nacional.

Peço desculpas se alguma programação oficial, quer do Corinthians, quer da Federação Paulista ou da CBF por mim desconhecida, venha a contemplar este meu anseio de festejar nossos heróis sem que eu o  tenha sabido antes e peço também permissão para, em caso contrário, deixar aqui a minha sugestão.

Vamos lutar para conquistar o Campeonato Brasileiro para termos um título do Centenário, sem dúvida, mas que este não seja o único, e nem o principal, agora, foco da nossa festa. Nossa torcida precisa se alegrar e sentir o prazer que traz o orgulho de ser corinthiano e há motivos de sobra nestes 100 anos para isso.

Escrito por Laerte Zanetti - Advogado, Monarquista, apreciador de bons livros, bons vinhos, Jazz e Corintiano dos mais fervorosos.



Escrito por Jeff às 18h25
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   Bullying

Tenho lido e ouvido falar muito sobre bullying, termo em inglês para agressividade física e/ou psicológica geralmente praticada em colégios. Crianças e adolescentes tem sido vítimas ou algozes da prática, principalmente em colégios particulares.

No meu tempo de escola isso já existia, porém em menor proporção e as consequências eram diferentes, além do mundo ser menos cruel e egoísta. As vezes acabava numa troca de porradas, intimidação que durava até a próxima pelada, troca de figurinhas, jogo de bolinhas de gude ou uma simples conversa. Nada absurdo ou tão sério como vemos nos dias de hoje. Casos de violência extrema e até de humilhação estão ficando cada vez mais crescentes. De quem é a culpa? das crianças bombardeadas pela TV, internet e pela sociedade cada vez mais egoísta ou dos pais que não souberam educar seus filhos.

Lamentavelmente vou ficar com a segunda opção de culpados : os pais. Sim, porque as crianças são espelho dos pais e da sociedade. Vejo pelas pessoas da minha geração que se tornaram agressivas profissionalmente e egoístas a ponto de trocar tudo por uma carreira profissional ou um $$ a mais independente de como consiga.

Essas mesmas pessoas tem filhos. Essas mesmas pessoas passaram pela revolução da informática e pelo processo absurdo de como e por onde passaram a receber informações, ou seja, depois de viverem uma infância em um mundo bem mais tranquilo, passaram a ser bombardeadas por todos os lados com informações de tudo quanto é tipo. O mundo foi se tornando competitivo e agressivo e essas pessoas foram se adequando, em sua maioria, da pior maneira possível aos interesses da sociedade e do status que ela exige. Ao mesmo tempo, foram tentando criar seus filhos e mostar a eles que se não se posicionassem ficariam para trás. Bombardearam a cabeça das crianças com um monte de besteira e impediram as mesmas de crescerem com sua própria personalidade.

O resultado não poderia ser outro. Hoje as crianças/adolescentes enxergam a outra como possível concorrente, seja ao carinho dos pais, atenção do professor, vaga no teatro do colégio, na banda, no futebol, etc, etc, etc. E ainda temos os sites de relacionamento, onde vários adolescentes são vítimas de bullying. E não para por ai.

O amor ao próximo virou coisa de chacota. O respeito virou sinônimo de status, ou seja, me respeite pelo que tenho e não pelo que penso. O resultado aparece rápido : violência, falta de respeito, agressividade física ou verbal, stress, revolta, etc. Uma lástima.

Onde vamos parar? Ninguém sabe, mas os algozes e vítimas de bullying serão os cabeças do futuro. Que mundo viveremos? Esse é o mundo da "era de aquários", do humanismo, do direito das minorias, do direito de escolha, da mãe Terra, dos cristais, dos gurus da auto-estima e do ecumenismo? Se for, prefiro continuar sendo retrógrado, de direita e conservador. Tenho saudades do mundo em que cresci, do respeito que meus pais me ensinaram a ter pelo próximo. Prefiro ser o bonzinho da parada, mas jamais deixarei meus princípios de lado. Tento ensinar o mesmo aos meus filhos, mas a guerra é árdua porque a TV, internet, convívio no colégio, etc, são armas fortes. Nunca fui de proibir nada, exceto por alguns momentos de castigo. Tento estimular meus filhos a lerem, ter opinião própria, respeitar as individualidades e pensamentos alheios e não serem facilmente influenciados. Espero que consiga ter mostrado algo a eles.

Espero que tenhamos capacidade de absorver o lixo vomitado sobre nós diariamente.

 

 

 



Escrito por Jeff às 12h39
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   A Seleção do Dunga.

Os números do Dunga são inquestionáveis : Ganhou todos torneios que disputou, Copa América, Copa das Confederações e ficou em 1o nas Eliminatórias. Além de ter vencido bem nosso maior rival a Argentina 3 vezes jogando bem, Itália duas vezes, Portugal, Inglaterra e outras boas vitórias. Contra fatos e números não existem argumentos.

Porém, deixar o R. Gaúcho e o Ganso de fora, um pelo histórico e potencial e o outro pela bola que está jogando, foi um erro. Claro, o Brasil pode até vencer a Copa, mas teria muito mais brilho e beleza com os dois. Assim como teria sido em 2002 se o Felipão tivesse levado o Romário.

Confesso que não consigo torcer pela Seleção, mas se cruzarmos com Itália, Argentina ou França, torcerei sim para vencermos.

Meu time seria o seguinte, jogando no 4-4-2 com um losango no meio :

                                     Julio Cesar

Maicon            Lucio            Alex (Chelsea)           Maxwell (Barcelona)

                                     Gilberto Silva (pela liderança e respeito que o grupo tem por ele)

Daniel Alves                                                         Kaká

                                      R. Gaúcho

Robinho                                                             Luis Fabgol

Iria para cima dos caras, com o Gilberto Silva cobrindo a zaga e os outros voltando na marcação como joga o Santos.

        

 



Escrito por Jeff às 18h16
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   Ahhh, eu voltei !

Voltei.

Havia desistido de manter o blog e olha que até tinha leitores assíduos aqui. Os números eram razoáveis. Fomos até aprovados para receber publicidade pelo UOL.

Muito bem. Pelo menos meus filhos Paula e Pedro terão algo interessante do papai na posteridade.

 

 



Escrito por Jeff às 17h59
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   Uma paixão da Mooca.

Estréia em circuito alternativo : Juventus rumo a Tóquio. Deve ser muito legal.

 

 



Escrito por Jeff às 16h54
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   Hilário.



Escrito por Jeff às 17h09
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   Uma grande lavanderia.

O futebol inglês é fantástico, digo a Premier League. Jogos fantásticos com estádios cheios e torcedores fieis dos pequenos, médios e grandes. Organizado, rico e bem sucedido. Acompanho sempre que posso e gosto muito do West Ham por alguns motivos antigos (Steve Harris e um brother que mora lá no bairro estão entre eles).

Porém, estou começando a achar que a Premier League está virando uma grande lavanderia de dinheiro sujo de empresários de outros países, Além do Chelsea e seu dono no mínimo desconfiável, existem outras equipes sendo compradas por empresários e xeiques árabes. As transações dos jogadores são muito esquisitas e os valores também.

Ainda não me convenci que o clube ter um dono seja a melhor forma de sucesso ou de sair de um buraco. Sei lá, não me imagino torcenco por um time com um dono. Já pensou, o São Paulo ser comprado pelo Eike Batista, por exemplo? - Não daria para torcer, nem conheço o cara !

Acho que a Premier League virou uma grande lavanderia de dinheiro. Ou será que eles realmente encontraram a fórmula certa para lucrar com o esporte mais popular do mundo ?

 



Escrito por Jeff às 11h14
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   Torcida instável, mas forte.

Há 15 anos atrás em uma tarde fria e com garoa, no meio de semana normal, eu e minha futura e atual esposa fomos ao Morumbi assistir a um jogo do São Paulo na Libertadores. Lembro do sufoco de entrar e sair do estádio, que pensávamos estaria vazio.

 



Escrito por Jeff às 11h00
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   Fé ou Ignorância ?

Tenho me incomodado há muito tempo com o tipo de evangelho, se é que podemos chamar de evangelho, que vem sendo pregado por algumas igrejas neo-pentecostais. Um evangelho baseado em bens materiais e conquistas, muitas delas com meios esquisitos, mas mostradas como providência divina.

Pois na última semana vi um vídeo da esposa do Kaká, agora pastora (não sei onde ela estudou ou se preparou para ser pastora) e ao lado da pouca processada e ex-presidiária Sonia Hernandes, dizendo que em meio a crise mundial, Deus colocou o dinheiro do mundo nas mãos do Real Madrid para contratar o Kaká !!! - Isso mesmo, ela falou isso. Tem vídeos circulando pela internet e eu vi e ouvi isso. Um absurdo. Uma vergonha.

Em meio a crise, pessoas desempregadas, pessoas morrendo de fome, guerras, Sarney, gripe suína, pessoas com problemas emocionais e financeiros, a bonitinha usa um microfone para dizer que Deus, em meio a tudo isso, separou o dinheiro para ela e seu maridinho bonitinho porque eles são da Renascer. Deus tenha misericórdia dela, ela não sabe o quê fala. Ela nunca passou fome, ela deve ter sido criada como princesinha, ela morava em Milão e agora vao morar em Madrid, ela era burguesinha aqui no Brasil, ela não conhece Guaianazes, Capão, Brasilândia e Pirituba. Ela é uma bonequinha sem conhecimento da vida usada por dois pilantras devedores, falsários e mentirosos que são donos de uma igreja.

Fiquei revoltado mesmo, talvez tenha exagerado no texto, mas acho inadmissível uma pessoa que tem tantos meios de passar uma mensagem ao mundo falar isso. E ela agora é pastora !?!

Enquanto as Igrejas Protestantes sérias oriundas da reforma tentam fazer um trabalho sério de evangelização e ajuda aos necessitados, tentam manter missionários no campo com muito custo, tentam alimentar e educar crianças pobres, tudo isso sem uma ajuda do governo e sem incentivo da mídia, a dondoquinha vai a público e diz que Deus separou o dinheiro do mundo para o Real Madrid !

Isso ai minha filha, é ignorância. Você nem sabe a história do Real Madrid, deveria pesquisar um pouquinho e ver que o time foi usado como propaganda política por Franco (sabe quem foi Franco?). Você nem sabe a origem dessa grana toda que o Real Madrid está usando para contratar o Kaká e o Cristiano Ronaldo, aliás dondoca, se Deus separou essa grana para comprar o Kaká, imagina o quê Ele teria feito para contratar o Cristiano Ronaldo?

Vai se instruir !

 



Escrito por Jeff às 15h34
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   Lula colunista? - Agora vai.

Tenho a impressão de que a chegada do PT ao governo, de suas negociatas com os demais partidos, discursos e políticas populistas, além dos escândalos de corrupção, tem gerado no país uma cultura da lei de Gérson. Tenho a impressão que bancar o esperto, a velha e péssima mania do "os fins justificam os meios" e pegar atalhos para se dar bem tem crescido consideravelmente entre as pessoas.

Está cada vez mais difícil conversar com pessoas sinceras, que não tem medo de expor suas idéias e pensamentos, que não tem medo de bancar o certo e principalmente de não ser taxado de otário por ser honesto. Tá difícil. Os discursos populistas e o apoio de uma imprensa cada vez mais marron tem feito com que alienação generalizada se torne um praga quase que indestrutível. A estratégia populista e de pouca qualidade das TVs abertas contribui muito para isso. Experimente criticar algumas pessoas, artistas ou programas de TV como Madonna, Michael Jackson, BBB, etc, para voce ver? -

A grande novidade agora é que o presidente vai escrever em mais de 50 jornais país afora, terá um coluna semanal. Será um café com o presidente escrito. Não sei ainda quais foram os jornais que aderiram a idéia, mas podem ter certeza que poucos devem ter ousado dizer não com medo de perder as gordas verbas publicitárias das estatais Petrobras, Caixa Economica Federal e Banco do Brasil.

Os jornais, que entraram no período final de suas vidas, além de continuarem com um política ultrapassada, tentam dar seus últimos ataques de credibilidade. A verdade é que ninguém fez negociatas e acordos melhor que o PT na "história desse país". Já que credibilidade e independência não existem mais, não custa nada colaborar com o governo, mesmo que os inúmeros escândalos de corrupção dominem o país.

Acho um absurdo algum governante ou que faça parte do governo ter espaço em algum veículo de comunicação. Acho um absurdo que jornalistas que tentam ser imparciais e críticos percam espaço nos principais veículos do país (Olavo de Carvalho por exemplo) e o presidente que mal responde a questionamentos sobre o escândalo do presidente do senado ganhe espaço em quase todos os principais jornais do país.

Estamos vivendo uma época perigosa e que pode ter consequências terríveis no futuro. Estamos educando muito mal nossos filhos e dando péssimos exemplos para eles. Estamos deixando a falsidade, falta de respeito ao próximo e honestidade de lado em detrimento de "se dar bem na vida". Será que vale a pena? - Será que vale a pena ouvir, ver e ler mentiras maqueadas de verdade e sorrir para elas apenas para não ficar contra a maré? - Eu que sei o que é ser crítico e questionador. Mas jamais serei ovelhinha obrigado a concordar com tudo e todos para ser legal. Jamais. Isso é caráter. Admito meus erros e pago por eles se necessário, mas jamais vou ser ovelhinha de lobos devoradores de bom caráter e costumes.

 

 

 



Escrito por Jeff às 15h26
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   Isso e Corinthians



Escrito por Jeff às 16h32
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   Por que gosto do Muricy.

Ouvi ontem a entrevista que o Muricy deu para uns repórteres de rádio no sábado. Poucas vezes, mas poucas vezes mesmo ouvi alguém tão transparente como ele foi, mesmo após a demissão.

Vejo muita semelhança entre meu modo de agir e do Muricy, de pensar também. Por exemplo, ele disse que não gostava de jantar com conselheiroe e diretores para fazer média, sabia que os caras que não gostavam do jeito que ele se vestia, falava e agia. Ou seja, o "mundo de Caras" dos arrogantes diretores são paulinos não tolerava alguém que vivia com simplicidade e transparênci, que falava as coisas na cara, sem medo, sem restrições.

Meu jeito de falar a verdade sempre sem rodeios choca. Minha autenticidade deixa as pessoas pasmas. Não gosto de fofoca e de papinho pelo msn não. Não gosto de puxar saco nem bajular ninguém, hoje em dia só almoço com pessoas que podem me agregar algo ou gerar um bom papo, não devo nada para ninguém. Sabe o que isso gera? - Restrições dos que vivem no "mundo de Caras", daqueles que se esforçam para manter uma imagem e por dentro sofrem porque sabem que não são aquilo que gostariam de ser.

A sociedade precisa de pessoas como Muricy, em todas áreas, principalmente na política. Pessoas que são o que são, pessoas transparentes, mas que realizam.

Minha esposa e minha filha de 12 anos me chamam de Muricy (sei que pela rabugice também). Pô, maior orgulho eu sinto. Autenticidade é para poucos.

 



Escrito por Jeff às 16h26
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   Dou o braço a torcer.

Critiquei muito o Dunga, muito. Pelas convocações, pela maneira de jogar, pela postura, por achar que o cargo tinha que estar na mão de um técnico de ponta, etc. Ainda continuo achando algumas coisas, mas como trocar de técnico e não esperar um resultado final (na Copa do Mundo) não vale a pena, tenho que dar o braço a torcer pelo trabalho do técnico da Seleção.

O Brasil fez algumas grandes apresentações sob o comando dele, contra a Argentina na final da Copa América e em um amistoso em Londres, contra Portugal, contra algumas equipes menores e contra a Itália campeã do mundo duas vezes.

É difícil se adaptar a ver o Brasil marcando e jogando no contra-ataque, mas quando se tem Kaká, Robinho e Luis Fabiano comandando o contra-ataque fica muito mais prazeroso. Não posso me esquecer do Ramires que entrou jogando bem e parece um veterano na seleção, me lembrou muito o Cerezzo. Joga muito o Ramires. Nas laterais o time está muito bem com Maicon e André Santos. Nos meio Felipe Melo parece veterano e Gilberto Silva é o comandante, parece que ele dá uma serenidade ao time. Na zaga estamos tranquilos faz tempo e no gol o Julio Cesar vem se transformando no goleiro mais seguro que vi na Seleção até hoje, impressionante o fase do cara.

No ataque Kaká e Robinho jogam demais, sabem o que fazer com a bola e ambos não temem cara feia, vão para cima mesmo. E para finalizar as jogadas um expert : Luis Fabiano. Sou suspeito para falar dele. Foi o melhor centroavante do São Paulo pós Careca, pena não ter conquistado nenhum título de maior expressão (conquistou o Rio-São Paulo de 2001).

Letal !



Escrito por Jeff às 11h41
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   Covardia dos arrogantes.

 

Os diretores e grande parte da torcida do São Paulo acham que só o título da Libertadores e do Mundial valem para o clube. Acham que é simples ganhar uma Libertadores, como se já tivéssemos vencido umas 10. Acham que depois de 3 anos e meio o técnico está desgastado e cansado, além de não apresentar inovações técnicas.

Demitir o Muricy foi um erro grosseiro da arrogante e prepotente diretoria do São Paulo. Erro tão grosseiro como as contratações de Carlos Alberto, Fabio Santos, Renato Silva, Junior Cesar e Washington. Contratações que só serviram para desestabilizar o grupo, ou a saída de Carlos Alberto e Fabio Santos e a volta do "antigo" grupo ao time não gerou a histórica reação rumo ao hexa em 2008? - Com ego de boleiro, ainda mais nos dias do "profissionalismo", não se mexe, se administra.

Eles queriam o quê, que o São Paulo dominasse e ganhasse todo ano? - Se esqueceram que o Brasil não é França, Espanha ou Inglaterra que 2 ou 3 times dividem os títulos? - Se esqueceram que no Brasil temos pelo menos 12 times gigantes e fortes e mais uns 6 grandes que oscilam, mas são fortes e grandes regionalmente e que, historicamente, os títulos se revezam?

O time passar por momento difícil, sem se acertar, jogar mal e ter alguns problemas no elenco é normal, principalmente após 3 títulos brasileiros seguidos. Ganhar Libertadores é difícil p/ caramba. Tem time grande com torcida de massa no Brasil que nunca ganhou, como é o caso de Corinthians e Atlético MG.

Eu critiquei muito o Muricy quando o time não estava jogando bem, não só este ano, mas no ano passado, retrasado e continuaria a criticar quando não houvesse bom futebol. Mas sempre elogiei a honestidade e transparência dele, quando o time se mostrava compacto, brigador, guerreiro e jogando bem, além do amor que demosntrava pelo São Paulo.

Se contentar com Ricardo Gomes será difícil. Ainda bem que o futebol já não me estimula ou faz sofrer como há 10 anos atrás. Hoje em dia eu gosto muito mais de futebol (bem jogado) do quê do São Paulo FC. Fanatismo é para tolos.

Obrigado Muricy e volte sempre, será bem-vindo.

 

 



Escrito por Jeff às 11h22
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